A felicidade de ser avó pela primeira vez é tão intensa e maravilhosa que resolvi dividir com muita gente.
Nada melhor que um blog para isso.
Todas as impressões, emoções e notícias sobre o desenvolvimento desse ser único gerado com muito amor e esperado com mais amor ainda, vou transcrever aqui.
Sejam felizes comigo.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crônica linda do Carpinjar que quero guardar para sempre.




FABRÍCIO CARPINEJAR

  • Por que eu amo minha mulher?

    Não é nenhum grande ato que desperta o amor, não é um heroísmo, uma atitude exemplar, um feito impressionante.

    O que faz um homem amar uma mulher e uma mulher amar o homem é tão pessoal, que é possível passar uma vida inteira sem desvendar o motivo. Não é necessário ter consciência para ser feliz. Não é fundamental entender para amar. Mas é mais bonito.

    Fico me perguntando o que inspirou minha confiança na Cínthya. Qual foi a delicadeza que ela cometeu a ponto de me viciar no convívio? O que realizou no começo do relacionamento que mexeu comigo e não quis mais abandoná-la?

    O que ela aprontou de errado que deu tão certo? O que me pôs a repeti-la um dia atrás do outro sem cansar? O que me seduziu de tal forma, que entrei uma vez em sua casa com uma mochila e voltei com uma mala?

    Talvez tenha sido sua simplicidade. Eu me impressiono com o que é espontâneo. Não havia quadros em suas paredes, nem estantes. A única coisa que estava de pé era o violão. Aquilo me emocionou: a música de sentinela. Ela brincou:

    – O violão é meu confidente, meu melhor amigo.

    Inventei de dedilhar as cordas para descobrir logo seus segredos, só que desafinei e ri envergonhado. Não estava maduro para o mistério, não merecia ainda suas lembranças, dependia de mais cumplicidade.

    Mas não foi isso, ou somente isso, sempre tem algo que se soma.

    Acho que ela travou meu olhar na hora em que passeávamos de carro pela orla do Guaíba. Estreava na rádio a canção Janta, de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.

    “Eu ando em frente por sentir vontade...”

    Cínthya cantava sem conhecer a letra. Aprendia a letra enquanto cantava. Longe do medo da gafe. Em voz alta, errando, tropeçando, gravando o refrão. Completava os trechos que não entendia com melodia e dirigia as rimas até o fim. Descobri que ela tinha coragem. Não iria temer um desafio. Mesmo que fosse complicado como eu.

    Pensando bem, me rendi no café da manhã. Quando ela me ofereceu um saco de bolachas doces do bairro Liberdade. Eu peguei as redondas, perfeitas, para explodi-las com exclusividade em meus dentes.

    Ela não; ciscou os farelos. Optou pelas bolachas partidas. Do fundo, recolhia os pequenos retângulos, triângulos, quadrados desiguais. Compadecida do pouco, enamorada da miudeza.

    Um gesto silencioso que me cativou. Cuidava de mim já na primeira manhã juntos. Comia as quebradas para me deixar as inteiras. Havia cinco ou seis bolachas intactas:

    – Toma, por favor...

    Reprisando nossa vida, ela avisou, naquele momento, que nunca partiria meu coração.



    Postado em Zero Hora de 09/08/2011

sábado, 20 de novembro de 2010

ALMOÇANDO COM GUGA KURTEN 20/11/2010



Depois de lindas notícias e muita emoção na visita a clínica para o ultrassom, onde vimos, sentimos, escutamos e nos maravilhamos com meu netinho JP, saímos para almoçar.

A escolha recaiu no LINDACAP , que eu não conhecia, mas tinha as melhores referências de boa comida, fartura e local aprazível.

Na chegada , lá pelas 2 horas, vimos que estava já sem fila de espera e com muitas mesas disponíveis face ao adiantado da hora num fim de semana ainda fora da temporada.

Ótimo! Sentamos numa mesinha próxima ao buffet e após os pedidos de bebidas começamos pelos aperitivos: queijos, salames, pasteizinhos de camarão, camarão ma milanesa...

Depois atacar as inúmeras iguarias do buffet. Eu me servi de frutos do mar diversos , um salmão maravilhoso e um congrio grelhado com alcaparras que estava  divino.

Mas ai, girando em volta do buffet, eis que surge com aquela cabeleira encaracolada e seus muitos pés de altura, à minha frente disputando um pedaço de salmão comigo, quem? Guga Kurten, o meu tenista o seu tenista, o nosso tenista aposentado.

Ficamos com aquela cara de espanto, porque quase demos oi pra ele, de tão próximo que o sentimos , assim como  sentíamos seu carisma quando ele disputava os torneios que nos faziam vibrar.

Ao sentar, vimos que estava numa mesa próxima a nossa com uma turma de amigos, e que saíram logo em seguida.

Então para finalizar, pode-se dizer que almocei com Guga Kurten num dos melhores restaurantes da Ilha.

E tenho dito!


P.S.: Não tirei foto do e com o Guga porque acho isso um desrespeito com seu momento de lazer, mas tirei belas fotos dos pratos que comemos que, quando chegar em Porto Alegre ,no meu computador, vou baixar e postar aqui para delicia de todos.